Importantes membros da família ROYER, devido à vida exemplar e serviços prestados às comunidades em que viveram, deram nome a Rodovia, Ruas e Institutos, abaixo nomeamos alguns, se você tiver conhecimento de outros, por favor, informe-nos pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

 

Rod. Prefeito Vendelino Royer (PR-495)   Medianeira-PR a Missal - PR

Rua Cônego João Miguel Royer                  Joaneta - Picada do Café - RS

Rua José Augusto Royer                             Macieira - SC 

Rua Olga Royer                                            Porto Meira - Zona Norte - Foz do Iguaçu - PR

Instituto Edson Royer                                 Novo Progresso - PA

GERMANO ROYER, neto de Miguel (Michel) Royer, nasceu em 19 de março de 1922 em Progresso-RS e faleceu em 25 de maio de 1995, coincidentemente, em Progresso, Tangará da Serra-MT, décimo primeiro filho de José Royer e Joana Henecka, casou-se com Sra.Vilma Schmitz, nasceu em 03 de setembro de 1922 em Lajeado-RS e faleceu em 04 de outubro de 1992 em Progresso, Trangará da Serra-MT, filha de Francisco Theodoro Schmitz e Sofia Balbina Pennen, com quem teve oito filhos: Geraldo, Livo, Mario Anselmo, Dilvo Luis, Edi Maria, Noeli Terezinha, Elisio João e Ivanir Antonio.

Inicialmento residiu em Crissiumal-RS, Linha Sto. Antonio de onde, em 1949, mudou-se para São José do Cedro-SC, foi o terceiro morador e um dos pioneiros (www.prefcedro.sc.gov.br/conteudo/?...) lutou pela emancipação do municipio que pertencia adminstrativamente a Dionisio Cerqueira. Na época a paróquia de S.Jose do Cedro pertencia ao bispado de Chapecó-SC e o pároco era o Pe.Valerio. Permaneceu nesta cidade até 1956 e construiu o primeiro hotel que vendeu ao Sr.João Grando, posteriormente, na linha Derrubadas, edificou uma casa comercial que  vendeu à familia Both. Em 1957 mudou-se para Capanema-PR, cidade em que estava sendo iniciada a habitação, a sede provisória da administração municipal era em Pérola do Oeste (km.35) e o prefeito era Otávio de Matos (primeiro prefeito do municipio). Dedicou-se, inicialmente à agricultura e depois ao comércio no ramo de bar e restaurante. Edificou a primeira casa em alvenaria na cidade. Participou da revolta contra a colonizadora CITLA que culminou com a desapropriação das terras das quais se dizia proprietária e o governo do Estado, governador Moisés Lupion, regularizou as terras através do GETSOP (GESTOR DE TERRAS DO SUDOESTE DO PARANÁ). Nesse periodo dificil era prefeito do municipio Osvaldo Hoffmann. Os filhos: Geraldo reside em Cascavel-PR, o Mário e o Livo residem em Santarém-PA, o Dilvo em Sorriso-MT, a Edi e o Ivanir em Sapezal-MT, a Noeli riside em Nova Mutum-MT e o Elisio João reside em Bom Jardim, Nobres, Mato Grosso.

Antônio Royer ajudou no progresso de Itapiranga

28 de março de 20140

Itapiranga, no extremo Oeste de Santa Catarina, perdeu um dos cidadãos mais conhecidos da comunidade. Antônio Francisco Royer morreu no dia 18 de março, aos 82 anos, vítima de atrofia cerebral após ter ficado internado por 11 dias no Hospital Sagrada Família.

Nascido no dia 7 de outubro de 1931 em uma família de agricultores, seguiu o legado familiar até 1969, quando fundou uma empresa no ramo de funilaria e que posteriormente mudou para o ramo de metalurgia, que existe até os dias atuais, deixando para os filhos a incumbência de continuar a administração.

Uma pessoa engajada nas obras sociais, que trabalhou como voluntário na fundação do Colégio Municipal, da igreja e do hospital de Itapiranga. Fundou o Sindicato dos Trabalhadores da Agropecuária e a Cooperativa Agropecuária de Itapiranga, onde também atuou na presidência. Foi conselheiro administrativo da igreja matriz.

Não bastasse tudo isso, também fundou o CTG Itapiranga. Royer amava cavalos e bailes. Foi ainda presidente do Clube Kollping, lugar no qual a comunidade se reunia para jogar bocha e fazer bailes. Atento aos movimentos políticos da comunidade, Antônio Royer também era membro ativo do PMDB do município.

Homem devoto a Deus, toda semana frequentava as missas. Fez diversos amigos durante a vida e os conservou participando ativamente do Grupo da Terceira Idade. Também era apaixonado por futebol. Torcedor do Esporte Clube Cometa, sempre procurava assistir a todos os jogos.

Também gostava de reunir os oito filhos aos domingos para o almoço e uma boa conversa. Avô amoroso para os 15 netos e três bisnetos, era brincalhão e estava sempre com um sorriso aberto. Será lembrado pelo caráter ímpar, integridade e sinceridade.

Segundo relatos dos familiares, Antônio Royer foi um pai exemplar, tendo ensinado aos filhos o valor do respeito ao próximo. O sepultamento ocorreu no Cemitério Municipal de Itapiranga.

Este é um orgulho para a familia ROYER.

{jcomments on}Isidoro Royer nasceu em Itapiranga-SC, em 15 de maio de 1956, dia de Santo Isidoro, o Agricultor; faleceu no dia 03 de abril de 1985, sendo sepultado no dia seguinte, quando se fazia memória de Santo Isidoro de Sevilha; era o 4ð dos 13 filhos do casal Pedro Aloísio Royer e Asela Isita Royer.Sua ordenação diaconal aconteceu em 29 de julho de 1984, em Aparecidinha do Oeste, atual Itaipulândia-PR, e a presbiterial, em 12 de janeiro de 1985, na cidade de Missal-PR.Seu sacerdócio sobre esta terra foi breve, mas intenso.Quando nos deixou, trabalhava no Seminário Menor Diocesano Nossa Senhora Medianeira.

Alguns dias após o seu falecimento, quase que por acaso, um vizinho da chácara do seminário, na Linha São Brás, em Medianeira, revelou-nos uma realidade que nos era desconhecida.Contou-nos de que na noite do acidente, aos três dias do mês de abril, suas crianças bateram à porta do quarto do casal para comunicar que, segundo a notícia transmitida pela Rádio Independência, o Padre Valdir e o " Padre Sementinha" haviam sofrido um grave acidente e que os dois teriam morrido.Perguntei-lhe: "Padre Sementinha?

Como assim? "Eu nunca ouvi ninguém chamá-lo por este apelido!"

O vizinho então explicou que alguns dias antes o Padre Isidoro havia estado na sua casa.As crianças estavam comendo mamão e, ao convite delas, ele aceitou um pedaço.Ao ver que o Padre comia também as sementes, as crianças acharam estranho e queriam saber por que.Ele explicou que as sementinhas de mamão fazem muito bem à saúde.Elas então passaram a chamá-lo de Padre Sementinha.Como era de estatura franzina, o apelido era perfeito.

Esta revelação deixou-me pensativo.Talvez tivesse sido providencial.De fato, no dia do nosso acidente, havíamos jogado semente de trigo na terra.O acidente ocorreu por causa do nosso atraso, uma vez que devíamos acompanhar a semeadura, sobrara uma certa quantia de sementes que estava no capô do nosso veículo(Fusca), na hora do acidente.O Evangelho escolhido para a celebração funeral falava justamente do grão de trigo que cai na terra e morre para produzir muitos frutos9cf. Jo. 12,24).A partir daquele dia, muitas vezes deparava-me com duas perguntas: " Qual era mesmo o conteúdo desta 'Sementinha'?e "Que frutos haverá de produzir?"

O cálice do Padre Isidoro conserva-se até hoje na capela do seminário Nossa Senhora Medianeira.É, até o momento, a sua herança material mais preciosa que nos deixou.É de material inoxidável e por isso se mantém sempre novo.Fora um presente que recebera de sua madrinha de ordenação.Sempre que, nestes anos se tenha apresentado alguma ocasião propícia tenho me utilizado desta herança para falar do "Padre Sementinha".

Depois de algum tempo de sua partida para "a casa do pai", tive o cuidado de separar dentre os seus pertences aquilo que poderia sr útil para o Seminário Menor, aquilo que poderia ser útil para o seminário Maior, aquilo que deveria ser devolvido à família e aqui que poderia sr partilhado com os pobres.Apossei-me de uma agenda e de um caderno, bem como de alguns documentos pessoais, incluído o atestado de óbito.Neste momento, por exemplo, estou de posse de sua "Identidade de Beneficiário" do INAMPS.

Passados vinte anos, dou-me conta de que aquele caderno que guardara era um Diário Espiritual e que ali havia uma herança muito mais preciosa que o seu cálice sempre novo.É o seu primeiro Diário Espiritual e retrata um breve período de sua vida:entre março de 1977 e abril de 1978, ou seja, durante o 3ð ano de Colegial e início da Filosofia.Convenci-me de que ali estava a resposta para aquela pergunta que sempre me fazia: "qual o conteúdo desta Sementinha?"

Busquei entre seus familiares outros diários, pois que, com certeza, deveria ter mantido o hábito de escrever suas experiências.Infelizmente nada foi encontrado.Nem mesmo as suas belas cartas endereçadas à família.Tudo se transformara em cinzas quando, no ano de 1991, um incêndio destruiu a casa.

Nossa certeza era de que valia a pena publicar esta herança, mesmo que breve, pis, como testemunharam os nossos seminaristas menores ao ler tais anotações: "o seminarista Isidoro tinha pressa de ser santo".Fomos então, em parceria com a família e o Serviço de Animação Vocacional da Diocese de Foz do Iguaçu, vívidos, recolhendo recordações, escritos, impressões e testemunhos, na tentativa de resgatar, o quanto possível, a preciosidade desta "Sementinha" que certamente frutificará no terreno fecundo da nossa juventude e, porque não, também nos terrenos mais vividos.

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